No fim da década de 50, nascia a Internacional Situacionista, movimento vanguardista e revolucionário, de cunho político e artístico, que aspirava por grandes transformações na sociedade da época. Um dos principais membros do grupo, o francês Guy Debord, pensador, escritor e grande ativista politico, formulou a teoria da deriva, que é um estudo das ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais do homem. A prática da deriva propunha uma experiência lúdica, em que se abandona qualquer atividade para se deixar levar pela desordem e desorientação da cidade, assim, o meio urbano cria seus próprios caminhos. Dessa forma, nota-se quais as motivações que nos levam a determinado caminho, quais as condições que nos induzem a fazer um trajeto e não outro. O grande objetivo da deriva é transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade. Construir um espaço onde todos serão agentes construtores e a cidade será um total.
Nenhum comentário:
Postar um comentário