segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Intervenção


A intervenção realizada em Bichinho foi uma experiência válida pois me proporcionou um grande crescimento pessoal e acadêmico. O trabalho em equipe, a relação de respeito e cuidado com as pessoas que vivem nos lugares onde os projetos foram realizados, o contato com materiais diferentes, o processo que implica a realização de um projeto, foram aprendizados importantes.
A intervenção realizada pelo meu grupo (Cecília Bassi, Isabela Rettore, Isadora Bistene, Leticia Lopes, Louise Cotta e Natalia Diniz) foi em uma loja que fica nos fundos de uma casa, na rua principal de Bichinho. A loja chama-se Caminho de Luz e pertence à família que mora nessa casa. Lá, eles produzem e vendem uma série de produtos artesanais, desde panos de prato, enfeites de casa, até uma trama de palha que pode ser usada em tetos, paredes, bancos, etc.
Há um espaço de circulação, uma espécie de corredor, que liga a rua à loja, passando ao lado da casa onde moram os donos. De um lado deste "corredor" está a parede da casa e do outro um muro baixo que a separa da casa vizinha. Este muro provoca nos visitantes uma sensação de invasão ao território privado da casa vizinha, o que gera uma forma não convidativa. O espaço tem, portanto, uma dificuldade de acesso, já que mistura o público com o privado.
A proposta feita pelo grupo foi de melhorar o acesso para a loja e torná-lo mais convidativo, ou seja, o objetivo da intervenção era fazer com que as pessoas se sentissem a vontade para percorrer o "corredor" e chegar até a loja. Para isso, resolvemos construir painéis que aumentassem simbolicamente o muro baixo, diminuindo a sensação de invasão do espaço privado da casa vizinha. Além disso, decidimos fazer um "caminho de luz" pelo corredor com luminárias que se acenderiam a medida que o visitante o percorresse, assim, as luzes seriam como um incentivo para que as pessoas fossem até o fim e chegassem à loja. Para obter um efeito de estranhamento e curiosidade, resolvemos colocar, na estrada do corredor, um tecido preto, no qual estariam fixados diversos tipos de lentes e espelhos. Isto proporcionaria ao visitante, diversas visões e pontos de vistas da intervenção. A ideia era construir 20 luminárias e 14 paineis, que seriam colocados em todo o percursso do corredor.
Os paineis e o tecido funcionaram bem, mas alguns problemas com o o arduino e o sensor fizeram com que o circuito não funcionasse como tinhamos previsto. Assim, as luzes se acenderam sozinhas, sem a interferência das pessoas, gerando uma deficiência na questão da interatividade.

Fotos:




Vídeo:


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Objeto Interativo

A partir dos conceitos de polivalência e interação, foi proposta a criação de um objeto que promovesse uma interação entre ele mesmo e o usuário. A ideia era que houvesse um diálogo entre o objeto e o usuário, e que ele fosse polivalente, isto é, aberto para usos não prescritos. A maior dificuldade foi de imaginar um objeto que não fosse puramente reativo, ou seja, que apenas reagisse à ação do usuário.
O objetivo era mostrar, a partir do uso do objeto, as diversas possibilidades de interação e de abertura de usos. Para alcançar este nível de interação, deviamos construir um circuito elétrico, usando sensores  e atuadores.
O processo de criação consistiu em, primeiramente, idealizar um objeto. Após a etapa da elaboração de ideias, deveríamos construir protótipos, ou maquetes do objeto em escala e elaborar o circuito. Finalmente, veio a fase de construção do objeto.
Pensando na questão interatividade/polivalência, resolvi desenvolver um objeto que pudesse ser usado por uma ou duas pessoas, da forma como o usuário preferisse. A solução que encontrei foi de criar um par de "luvas interativas". Em uma das luvas, coloquei leds coloridos, em cada ponta dos cinco dedos. Quando a outra luva tocava ou se aproximava dos dedos, as luzes se acendiam. As luvas poderiam ser usadas por uma pessoa (cada luva em uma mão) ou por duas. Assim, o objeto incentivava a interação entre as pessoas ou entre o próprio objeto e o usuário.
Para fazer os leds se acenderem um a um, dependendo de como a pessoa tocasse as luvas, usei um circuito que ligava os leds em paralelo a um resistor e uma bateria de 9V. Cada led era ligado a um reed switch, peça que aciona o circuito através de um campo magnético, isto é, quando um imã se aproxima do reed switch, ele fecha o circuito, fazendo com que o led se acenda. Assim, foram colocados vários ímãs na luva oposta a que estavam os leds.

Vídeo do objeto interativo: